sábado, 20 de abril de 2013

S. Cosme e S. Damião


Os gêmeos árabes Cosme e Damião eram filhos de uma nobre família de cristãos. Nasceram por volta do ano 260 d.C., na região da Arábia e viveram na Ásia Menor, no Oriente. Desde muito jovens, ambos manifestaram um enorme talento para a medicina, profissão a qual se dedicaram após estudarem e diplomarem-se na Síria.
Tornaram-se profissionais muito competentes e dignos, e foram trabalhar como médicos e missionários na Egéia.
Amavam a Cristo com todo o fervor de suas almas, e decidiram atrair pessoas ao Senhor através de seu serviço. Por isso, não cobravam pelas consultas e atendimentos que prestavam, e por esse motivo eram chamados de "anárgiros", ou seja, “aqueles que são inimigos do dinheiro / que não são comprados por dinheiro". A riqueza que almejavam era fazer de sua arte médica também o seu apostolado, para a conversão dos perdidos, o que, a cada dia, conseguiam mais e mais
Desta forma, conseguiram plantar a semente da salvação em muitos corações, colhendo inúmeras conversões a JESUS. Cosme e Damião possuíam uma revelação clara do chamado que tinham como ministros do Evangelho, chamado que cumpriam no cotidiano da rotina profissional, ministrando Cristo através de seu trabalho.
Porém, as atividades cristãs dos médicos gêmeos chamaram a atenção das autoridades locais da época, quando o Imperador romano Diocleciano autorizou a perseguição aos cristãos, por volta do ano 300. Diocleciano odiava os cristãos porque eles eram fiéis a Jesus Cristo e não adoravam ídolos e esculturas consideradas sagradas pelo Império Romano.

Por pregarem o cristianismo, Cosme e Damião foram presos, levados a tribunal e acusados de se entregarem à prática de feitiçarias e de usar meios diabólicos para disfarçar as curas que realizavam. Ao serem questionados quanto as suas atividades, eles responderam: "Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo, pela força do Seu poder".

Não renunciaram aos princípios de Deus, e sofreram terríveis torturas por isso. Mas mesmo torturados, não abalaram sua convicção e jamais negaram a fé. Em 303, o Imperador decretou que fossem condenados à morte na Egéia. Os dois irmãos foram colocados no paredão para que quatro soldados os atravessassem com setas, mas eles resistiram às pedradas e flechadas. Os militares foram obrigados a recorrer à espada para a decapitação, honra reservada só aos cidadãos romanos. E assim, Cosme e Damião foram martirizados.

domingo, 24 de março de 2013

Escola Dramática e Musical Valboense

Considerada a mais nobre Casa de Cultura em Gondomar, a Escola Dramática e Musical Valboense, é uma instituição que fundada em 4 de Agosto de 1905, em plena monarquia, ostenta com uma elevada satisfação, uma história cheia de importantes iniciativas na qual se destaca o teatro amador, com as suas 28 edições do FETAV - Festival  de Teatro Amador de Valbom.
Esta instituição, localizada num belíssimo edifício, com um interior fabuloso, onde se destaca um salão nobre, museu, ginásio, biblioteca e uma soberba sala de espectáculos, conta aproximadamente com 800 associados, onde destacadas figuras ligadas à vida cultural, social e política a visitaram, das quais destacamos General Humberto Delgado e o violinista Gerardo Ribeiro.
Beneficiência, Instrução e Recreio é o lema para qual a Escola Dramática e Musical Valboense se baseou com o intuito de combater a monarquia. Berço de outras instituições tais como Bombeiros Voluntários de Valbom e Clube Naval Infante D. Henrique, é pioneira na reivindicação e na ajuda aos mais pobres e analfabetos, sendo importante na criação da empresa de transportes públicos, assim como na primeira empresa de distribuição de energia eléctrica na àrea metropolitana do Porto (Empresa Electrificadora Valboense), ações complementadas pela edição de um jornal - "Vitória" editado uma vez por ano e primeiro no concelho de Gondomar, extremamente apelativo e interventivo, sempre recheado de várias crónicas.


Se o teatro, com cerca de 35 elementos, incluindo atores, atrizes e técnicos é a sua mais importante secção cultural, esta instituíção também se destaca na sua secção desportiva através da Patinagem Artística, onde já conta com um campeão europeu.
Com um belíssimo Museu e uma Biblioteca recheada com mais de 2.000 obras, tem como objectivo dinamizar a sua Escola de Música já existente, oferecendo ao público através do seu auditório multifuncional, Teatro, Colóquios, Debates e Iniciativas das escolas e colectividades estando aberta aos Valboenses servindo Valbom.





Barco Valboeiro

Esta embarcação da zona de Valbom tinha a capacidade de poder navegar tanto no rio como no mar.
Frequentemente utilizadas na pesca, faziam também transporte de passageiros entre margens, assim como mercadorias.
Conforme a sua utilização, estes barcos eram apelidados de barco das padeiras(transporte de pão) ou barco das toucinheiras. Dois homens eram suficientes para governar uma embarcação de aproximadamente 18 metros. Compostos por uma pequena vela de carangueja num mastro, tinham um remo de pá longo em vez de leme, tal como os Barcos Rabelos. O fundo era constituído por uma única tábua - a cal - completada por uma ou duas tábuas já inclinadas, os fundos.
Funcionam como barco de pesca - o sável - e transporte de passageiros entre margens.

Como saveiro era o barco utilizado na pesca do sável e media cerca de 7 metros. Podia ser todavia, utilizado, também como barco de carga. Adoptavam um sobrecéu quando se destinavam às padeiras de Avintes ou ao passeio ao longo do rio Douro.
Como barcos de passagem para a travessia entre Gondomar e Vila Nova de Gaia, eram, por vezes conduzidos pelas barqueiras e mediam cerca de 8 metros.
Podemos encontrar ainda baluartes destes barcos em Ribeira de Abade (Valbom).

Foto inicial. DORNA

domingo, 17 de março de 2013

Monte Crasto


São 194 metros de extensa vegetação, ideais para um passeio a pé ou de bicicleta, um piquenique ou um simples refúgio para esquecer, por momentos, da rotina e da pressão a que estamos sujeitos diariamente. Em pleno centro de Gondomar, na freguesia de S. Cosme, onde o rio se une com a serra, ergue-se o Monte Crasto, uma fortaleza natural, excepcional erupção de uma Natureza exuberante e celebrada.Trata-se de um espaço verde de recreio com bela panorâmica - central numa "cidade suburbana" - pertença da Confraria de Santo Isidoro, que se tem empenhado para manter incólumes as capacidades ecológicas daquela zona.O Monte Crasto tem conseguido vencer a pressão urbanística na sua envolvente e mantém-se, desde o século XIX, altura em que a propriedade foi doada à confraria, como o principal "pulmão" da urbe gondomarense.Lá no alto, no terreiro, o Monte Castro torna-se um dos principais miradouros, de onde se podem alcançar vistas deslumbrantes sobre o rio Douro e balançar o olhar a outras terras e outras gentes. Ali Gondomar, Porto e Vila Nova de Gaia unem-se numa única paisagem de contrastes.Mas também de arte e de história se faz este ex-líbris de Gondomar. Assentando sobre os enormes penedos que defendem este monte, a Capela de Santo Isidoro é também um ponto de partida para uma visita pela arte de uma arquitectura de gerações. Defronte à capela, podemos ver cruzeiros laterais datados de 1757 e um central de 1759. Pelo parque, depressa nos deparamos com grutas e canteiros românticos que convidam a uma visita ou contemplação.Por aqui também passaram os romanos, que deixaram vestígios da sua passagem e do primeiro desenvolvimento da região, notando-se sinais de fortificação do Monte Crasto, assim como diversos objectos e utensílios que aí têm sido descobertos.O Monte Castro constitui, assim, um apelo irresistível a todos os que o visitam e um lugar de memórias e de histórias para os gondomarenses. Para ali converge a romaria anual da Festa de Santo Isidoro, uma das mais antigas e concorridas do concelho de Gondomar e que, em tempos já distantes, reunia gentes de todo o distrito do Porto.Chamado de "Sintra do Norte", este recôndito e altaneiro local é um verdadeiro escape aos grandes bulícios da era moderna.Se estiver em boa forma física, não hesite em subi-lo a pé, usufruindo de perto todos os prazeres que a Natureza oferece. Até porque, ao longo do trajecto existem recantos bem frescos, que proporcionam pequenos períodos de repouso entre o verde que envolve o Monte Crasto. 
in JFS.Cosme

Gondomar

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Lugar do Desenho

A Visão do Lugar

" A acumulação de pastas e blocos de desenhos, registos de vivências (quantas!) despertaram em mim o imperativo de uma reflexão desapaixonada quanto ao destino a dar a tais registos. "

" A distância do tempo e do espaço permitiu-me julgar a consistência de uma material face a uma trajectória que me recaía por obscuras leis - e nada teve de "doloroso" da minha parte a destruição de grande quantidade desses desenhos; seria disso testemunha a velha mufla de aquecimento do atleier, se ela falasse..."

" A Conciência mais aliciada levou-me a verificar que as hesitações de percurso uma vez eliminadas, tornavam mais claro o referido trajecto que, iniciado nos anos 30 cobriam 60 anos nos quais a dominante expressionista respondia necessariamente à minha, natureza de homem.
Confesso que na minha mente era consistente o desejo de manter o conjunto íntegro, e isso me bastava. Não entenderam assim o grupo de amigos com quem convivo normalmente, acordando que aquele material poderia constituir um exemplo, entre tantos outros, quiçá mais válidos, haveria de encontrar o modo e o espaço para a sua divulgação. Daí, o surgir o " Lugar do Desenho ", daí surgir a Fundação com aquela carga de instituição que sempre esteve arredada dos meus propósitos. Porém se o "Lugar do Desenho" corresponder aos propósitos por que sempre me bati, então tudo bem! Que o Desenho seja entendido no seu mais amplo sentido. Não apenas restrito às Artes-Plásticas mas a todas atitudes criativas do Homem. Não é monopólio de qualquer época nem de qualquer sociedade. " - Júlio Resende  in www.lugardodesenho.org.

Casa-Atelier Júlio Resende

A Casa-Atelier do Artista foi projectada em 1962 pelo arquitecto José Carlos Loureiro, sendo classificada como Monumento de Interesse Público em Junho de 2011 e é um exemplar notável da arquitectura moderna portuguesa
Abertura ao público primeiro e terceiros sábados de cada mês.
in www.lugardodesenho.org

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Júlio Resende - Pintor e Professor

Memórias

“... Mas eu queria, efectivamente, ser pintor! Talvez o destino me tenha proporcionado o primeiro passo. Aurora Jardim, figura conhecida nos meios literários e jornalísticos do Porto, intercedera junto do pintor Alberto Silva que dirigia, então, a Academia Silva Porto, para que eu viesse a frequentar as lições de pintura aí ministradas. Comprei a primeira caixa de tintas «a sério», e aprendi a colocar as cores na paleta, segundo as boas regras." - Júlio Resende